olhar em meditação

 

deixa,

os olhos tocarem

um instante calado

em uma nota só;

escorre...

 

Felicidade,

por tua Nova Idade!

 

te amo afilhado!

 

 

Ser a palavra...

 

Olha,

a palavra parada;

Luta,

por letras ocultas;

Ouça,

os versos internos;

Solta,

a nudez poética;

Escreva-se,

poesia

ao menos um dia,

Seja.

Em cartaz: Olhos esquecidos

 

tantos caminhos:

vão...

Foram em minhas mãos,

na poesia por mais ardida,

consumida e amiga;

foram...

um vão no caminho de terra no olhar,

um coração nebuloso

recebido e 'surpreendido':

um cair no chão;

vão...

e contradiz:

'sem surpreender'

o ser

humano metarmofose-Ando

no subir dos panos:

Aplaudo

 o só.

 

Contramão de olhares

         e olhares ...

Distanciam-se

     do real,

        imortal pensamento

cá dentro desigual,

        renunciam-se

           às palavras

em tempo:glorificadas,

       desequilibram-se

           as pernas das letras

mente vinga, ordena;

       e o olhar...

Basta!.

Instantes do olhar

O olhar,
às vezes,
espia a nostalgia
pisca alguns instantes;
depois,
brilha no fim do dia
suspira à noite,
um combustível.
O olhar
recarrega,
prossegue na arte
de viver...

Outras sintonias.

... e continua o olhar

vibra a noite

entre estrelas e luar;

chove a noite

entre saudade e o canto.

Olhar transgride

absorve duas noites:

estrelas, lua, saudade e canto;

vibram  e chovem

espiam vida.

2008 - Olhares

Um olhar pequeno,

frestas grandes.

Espiar estrelas

de outros lugares,

absorto instante

sorvendo luares;

iluminar

versos e uni-versos

reler

a luz

de todos os olhares.

 

FELIZ 2008!

OLHAR em

NATAIS, NATAL e assim vai...

...e os olhos rasos
inundam entre os Natais,
não levados pelo consumismo,
trazem lembranças de abraços
de tantos que já partiram,
outros tantos que se afastaram,
outros tantos distantes,
e aqueles que permaneceram,
grudados por laços intransponíveis.

Natal mais solitário,
mas não tão menos importante,
porque permanecem nos olhos,
na mente, no coração,
aqueles que sempre estão,
os que inegavelmente
nasceram como Cristo,
nasceram Amor em mim.

Saúde,
Paz,
Prosperidade,
Fé,
Solidariedade,
AMOR...
e permita-se Ser Feliz.

Beijos Poéticos e Natalinos
    *Maísa Cristina Vibancos  *Pupila

Estás a olhar

Estás a olhar
os versos que incendeiam o momento
salpicam a mente e emergem
em silábicos minutos de êxtase
vezes poucas,os sentidos plenos
entrelaçando-se de simples palavras
sem rimas e limas, nascem e crescem,
suspiro grandioso dos dedos:
suados,suaves e renascidos,
seguem.

Estás a olhar
versos que não ousavam mais
eram vazios, calados, cansados
entristecida-mente submersos
em destoadas sílabas de horas a fio,
vezes tantas, sem sentidos tortos,
linha reta, sem paralelas complexas
rimando apenas o silêncio mórbido,
lacrimejando entre os dedos:
rasgados, desbotados e mortos.

Estás a olhar
enfim,
um poema arrancado
das entranhas do abismo,
do poeta moribundo:
luta, enchente, desafio;
que os olhos abraçaram
tirando do lodo, todo
o instante de respiro.

Um Olhar para DRUMMOND

Ah Drummond Drummond

Não sairás
pela porta da frente,
pela minha janela,
muito menos pelas frestas
de meu olhar de apreço,
apego às tuas letras tantas

Ah Drummond Drummond!

Tantas insônias ouviste,
tantas palavras disseste,
que em minhas mãos brotaram
vontade de digerir versos,
teus uni-versos adentraram
em minh´alma e grudaram.

Ah Drummond Drummond!

Sigo humildemente este amor
pelas letras abraçadas,
como colírio a soprar as brumas
em busca do brilho de cada poema,
tua claridade e teu esplendor
enriquecem o meu espaço

Ah Drummond Drummond!

Não sairás
pela porta da frente,
pela minha janela,
muito menos pelas frestas
de meu olhar vidrado,
admirando tuas letras tantas.
 
Ah Drummond Drummond!

Canto de olhares

Ouço olhares...

Piscam  versos,

encantam palavras e mãos,

são poetas que cantam a rima,

denunciam o clima,

enredados em única paixão:

olhares que  ouvem,

ouvidos que libertam,

dedos que vêem;

poetas enluarados

digerem as palavras

e findam:

dedilhada transpiração.

tantas quantas de um olhar

exuberância inerte,
leve e imóvel,
descrita mudez,
controvérsia do segundo
desperta no minuto,
o movimento calado
corrige um naufrágio
de tantas palavras quantas;

caem do olhar,
um dia quis ser poeta.

Inversão

Fuga no olhar:

silêncio e instante,
importante e macio;

olhar encontro.

bêbado olhar...

um gole,
de versos tantos,
vicia
em qualquer papel;

um olhar.

um, apenas um olhar...

 

um,

apenas um movimento:

olhar dobrado;

um,

apenas um movimento,

olhar fechado;

um,

apenas um movimento,

um poema...

despenca;

em

apenas um movimento:

um.

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