
Quando o olhar...
nega a visão,
desatina em lágrimas
golpeia a luz,
fecha-se no breu;
é hora de voltar,
consumir os gestos,
engolir fibras de esperança,
sorver o fio vital;
abrir as pupilas trêmulas,
e espantar o medo:
deixar-se viver,
querer olhar
o próprio olhar;
aplaudir todos os instantes,
incessantes:
busca da palavra caída,
resgate epifânico
da palavra viva,
fincada em letras acesas:
olhares da poesia.




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