
Olhar os olhares
distantes, incessantes
sensações e multiplicações
misturam-se em mim
o si... só... todos...
quantos olhares perdidos
num tempo caído
que não tem saído,
não passam, ficam...
ficam... ficam...
Mistério.

Mulher
sinfonia constante -
em silêncio
ou no último volume,
música eterna
de todas as idades,
calma ou estressada
sempre mulher;
companheira, mãe, namorada,
amiga, avó, serena ou descontrolada -
afaga qualquer momento,
acaba com qualquer solidão.
Mulher
Sempre Grande,
Intensa e Única,
é como a natureza,
não desperdiça nada
recicla valores,
e em suas raízes eterniza
o milagre do amor.

O olhar abre
mergulha em silêncio,
aprofunda a luz,
adentra e conquista
outros olhares...

Olho-me
entre as fagulhas
que acendem,
repentinas
ocultam-se,
...piscam...
um instante de luz
outro instante:
silêncio...
Assim é o Natal
que a reflexão seja feita
no silêncio da prece,
e acenda a alegria
na união em família
Assim seja a continuidade
de um Ano Bom...
Feliz Natal!
Feliz Ano Novo!
Do meu olhar,
para seu olhar.
para um mundo melhor

Murmúrio quase mudo
dramatiza a noite,
garoa sem luar,
olhos chegam
trazem outra lua,
outro olhar,
que ficou nas ruas;
mãos dadas suas
foram...
Olhar em segundos
chove.

Teus olhos neutros
precisam acertos.
Ilumina
a palavra tonta
que perdida e solta
não quer recriar.
Teus olhos quietos
precisam da rima,
mesmo que seja prima
do verso pobre da esquina;
escreva o brilho
da palavra guardada,
que grita e chora
e só quer rabiscar...

Salvo
um olhar estático
com o sopro de um poema,
movimento as palavras
despertando os 'eus'
dos dedos que clamam
recomeçar...

Entoando o olhar
vibro a canção
que vê,
os sons da selva:
alguns cantos à lua,
outros sussurram na relva,
em cada canto a espera;
e ouço
o crescer da magia,
a segredar os passos
de todos os seres,
e sentir o tom
deste universo,
que colhi com'olhar.
"O que poetar?
se teus olhos já são meus poemas
de uma vida inteira..."
beijos... meu Pai querido
Idas e vindas
banidas pelo excesso:
preconceito, radicalismo, individualismo,
presos às ações camufladas;
estes ainda se dizem
seres humanos...

a canção não encantava
e o verso não saía
e quem lia se assustava
cantador se escondia...

Apenas um olhar
aos que subestimam
o pensar
dos que calam...

é hora
do olhar molhado,
minuto
do traço e da palavra,
segundo
da busca, respiro do poema...
coragem!

Saudade
dos passeios entre as letras,
dos murmúrios dos versos,
dos olhares que abrem
o poema em mim.

Em teu instante
inconstantes rotinas
desfilam na alma
parecem infinitas...
mas,
sopra o relevante anseio
e constrói sem receio
saídas tão simples:
amar-se e viver-se...
|
||
|
|
||
|